sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Boas Práticas no Desenvolvimento de Web Sites - Parte 3

Nessa última parte do artigo, apresento as dicas finais para um bom desenvolvimento de websites.

Dica 7 – Padrão e usabilidade na escolha da interface (layout).

Um bom website deve ser facilmente reconhecido, identificado e utilizado pelos usuários.

· Usar sempre a mesma localização de elementos comuns em todas as páginas;
· Títulos ou cabeçalhos das páginas devem corresponder exatamente aos termos utilizados nos links que apontam para essas páginas;
· Usar um estilo padrão para layout, cores, fontes, etc.;
· Não sair do padrão web de cores para links, ou seja, azul para link não clicado e púrpura para link já clicado;
· Destacar palavras importantes, com o cuidado de não sublinhar em azul palavras que não sejam links. Não se deve sublinhar nada que não possa ser clicado.

Dica 8 – Compatibilidade entre o website e o contexto de aplicação

O web site deve "falar" a língua do usuário, através de conceitos familiares. Não de seve utilizar termos técnicos relacionados à tecnologia web.

· A estrutura do web site deve estar de acordo com o contexto das tarefas realizadas pelos usuários;
· Verificar erros de grafia, tomando como base o glossário de termos técnicos de uso corrente na instituição;
· O enfoque do website corporativo deve ser o conteúdo e não a propaganda;
· Não usar elementos metafóricos a menos que sejam de uso corrente para o segmento ao qual o website se destina;
· Dar preferência aos termos padronizados e conhecidos pelos usuários;
· Usar formato de data e unidades de medida de acordo com o padrão utilizado na instituição.

Conclusão:

Cada website possui características próprias, particularidades que devem ser respeitadas, e nem todos esses passos citados acima podem ser aplicados, mas é possível aplicar a grande maioria deles, gerando padrões de construção e desenvolvimento que garantam uma boa aceitação e utilização do web site.

Não podemos esquecer nunca que todo e qualquer website tem como principal objetivo atender os usuários. Sem eles o website fica sem função, sem razão de existência.

E esse objetivo fica ainda mais relevante quando pensamos em websites B2B, os quais são voltados para a geração de negócios, de oportunidades e de vendas.

Se um website B2B não atende ao usuário, ele simplesmente é deixado de lado para nunca mais ser acessado.

Espero que as dicas apresentadas nesses três artigos possam ajudar no desenvolvimento de websites que realmente atendam seus objetivos, ou seja, gerar negócios.

Outro dia tem mais.

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quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Boas Práticas no Desenvolvimento de Web Sites - Parte 2

Dando continuidade ao artigo da semana anterior, seguem mais algumas dicas para ajudar no desenvolvimento de um bom website.

Dica 4 – O usuário deve sempre controlar suas ações no website.

As ações do web site devem ser reversíveis, isto é, o usuário deve ser capaz de desfazer pelo menos a última ação realizada. Essa capacidade encoraja o usuário a explorar o website pois, ele sabe, de antemão, que os erros cometidos podem ser corrigidos.

· Sempre possibilitar o retorno à página anterior;
· Permitir que processos ou transações sejam canceladas mesmo antes de terminadas;
· Só desviar para outra página quando o usuário tomar alguma ação como, por exemplo, digitar Enter;
· Evitar janelas adicionais;
· Utilizar estrutura que indique a navegação que foi feita pelo usuário até a página em que se encontra, em formas de links. Essa estrutura é conhecida como bread crumb ou "migalhas de pão" e pode ser utilizada para navegação pelo website:

- Exemplo: Home -> Página de Produto -> Produto 1 -> Dados do Produto

· Oferecer serviço de busca em todas as páginas do website, com pesquisa restrita apenas ao conteúdo do website;
· Não utilizar plug-ins auto-instaláveis;
· Em formulários de entradas de dados, posicionar o cursor sempre nó próximo campo a ser preenchido;
· Possibilitar entrada de dados por mouse ou teclado e saída de dados em impressora selecionada pelo usuário.

Dica 5 – Capacidade do website em se adaptar ao contexto e necessidades do usuário.

Em função da enorme diferença entre usuários e suas formas de interação com o website, é necessário que a interface seja flexível o bastante para realizar a mesma tarefa de diversas maneiras.

· Minimizar a quantidade de cliques para chegar na informação desejada. O recomendável são 4 cliques no máximo;
· Não utilizar páginas sem conteúdo útil como, por exemplo, páginas apenas com mensagens de boas vindas;
· Desenvolver páginas que se adaptem a resolução do monitor do usuário;
· Para ações de download, se forem demorar mais do que 10 segundos, informar o tamanho do arquivo;
· Evitar a utilização de elementos gráficos nos arquivos de download;
· Em páginas com textos explicativos, sempre começar pelo mais importante, garantindo que as informações e elementos relevantes estejam disponíveis sem a necessidade de rolar a tela;
· Se o texto a ser apresentado for muito extenso, oferecer a possibilidade de download do mesmo;
· Oferecer serviço de pesquisa no website com verificação ortográfica ou resultado fonético;
· No resultado das buscas, sempre apresentar os resultados mais relevantes em primeiro lugar, sem necessidade de apresentar telas intermediárias com indicação de porcentagens de relevância;
· Ainda no resultado da busca, destacar as palavras encontradas iguais a palavra digitada para pesquisa;
· Se não forem encontrados resultados para a busca pesquisada, oferecer lista com sugestões de termos mais próximos;
· A caixa de busca deve aceitar pelo menos 3 palavras digitadas.

Dica 6 – Evitar ao máximo a ocorrência de erros

Quanto menor a probabilidade de erros, menos interrupções ocorrem e melhor é o desempenho do usuário.

· Não usar páginas com expressão "em construção". O website deve apresentar apenas o que já está finalizado e pronto para acesso;
· Não liberar website parcialmente pronto;
· Remover dados/páginas desatualizados, como por exemplo, páginas convidando os usuários para participarem de eventos que já ocorreram;
· Oferecer páginas de ajuda;
· Não usar URLs muito extensas ou sem significado;
· Evitar hífens ou outros caracteres especiais no endereço das páginas, bem como "O" e "0";
· Escolher bem os títulos das páginas, com duas a seis palavras, de forma que caracterizem bem seu conteúdo;
· Não repetir o mesmo título em duas páginas diferentes;
· Fornecer mensagens de erro com sugestões ou instruções simples para a correção do erro;
· Não utilizar image maps que exijam muita precisão ao clicar;
· Evitar páginas órfãs, sem qualquer indicação de opções de navegação.

Com essas 3 dicas, fechamos a segunda parte do artigo. Em breve estará disponível a terceira parte com o complemento das dicas.

Outro dia tem mais.

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segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Boas Práticas no Desenvolvimento de Web Sites - Parte 1

Em um processo de compra B2B, cada vez mais o website tem sido o destino de compradores e especificadores. O processo pode começar de diversas formas, revistas técnicas, sites de buscas, portais verticais, indicação de colegas, mas sempre, antes de decidir pela compra, o comprador acessa o website do fornecedor.

É nessa hora que a qualidade do website e das informações que esse oferece se torna um fator primordial para a decisão compra. Um bom website tem que ter uma fácil navegação, intuitiva, rápida e que ofereça a informação que o comprador está procurando.

Pensando nisso, segue abaixo a primeira parte de uma série de artigos com dicas para ajudar a desenvolver um bom website. Essas dicas foram escritas com base em artigos de outros autores e também com base em uma livre interpretação de alguns protocolos e padrões da W3C.

Dica 1 – Definir objetivos claros para o web site

Antes de qualquer ação, é preciso saber o que se espera do website que será desenvolvido. Web sites sem objetivos claros são confusos, dispersos e dificultam o usuário a atingir suas necessidades.

Para desenvolver um novo website, ou reformular um já existente, é necessário responder as seguintes perguntas:

• Qual a finalidade do website?
• Qual o público-alvo do website?
• Para que o público-alvo vai utilizar o website?
• Quais os principais concorrentes da empresa?
• Quais as palavras-chaves que são ou devem ser utilizadas para que compradores encontrem o website em mecanismos de buscas?

Com base nas respostas dessas perguntas é possível desenvolver um roteiro de desenvolvimento que servirá como guia durante todo a fase de desenvolvimento, assegurando que o website seja desenvolvido para atender ao mercado comprador.

Dica 2 - Orientar e conduzir o usuário durante a utilização do website.

Um dos maiores problemas durante a navegação é quando o usuário se perde nas páginas do website. Para minimizar essa dispersão, o website deve sempre informar o usuário quanto a página em que ele se encontra, como chegou até essa página e quais são suas opções de saída.

Isso pode ser feito através de algumas recomendações:

• A página principal deve informar ao usuário onde ele está e o que o website oferece;
• Em todas as páginas do website oferecer um link de retorno para a página principal;
• Durante a navegação, as páginas devem informar ao usuário onde ele está, de que página ele veio e para aonde ele pode seguir;
• É imprescindível existir um mapa do site para que o usuário possa se localizar em qualquer momento da navegação;

Com relação aos links do website:
• Devem ser auto-explicativos;
• Evitar o uso de expressões como "clique aqui”;
• Marcar como link o texto (nome da empresa, título da página, assunto etc.) e não o endereço URL;
• Apontar exatamente para o conteúdo descrito no link;
• Em caso de conteúdo fechado, para usuários registrados, indicar graficamente ao lado do link (ex.: ícone de cadeado ou chave);
• Se possuir lista de links úteis, inserir comentários sobre cada link disponível;

• Usar o atributo ALT da HTML (HyperText Markup Language), com o significado das imagens para que o texto apareça enquanto estiver sendo feito o download da figura ou quando o usuário optar por suprimir figuras na configuração do seu navegador web.
• Em mapas de imagem, colocar ALT em todas as posições clicáveis.

Dica 3 - Legibilidade, estética e quantidade de informação.

Quanto menos o usuário for distraído por informação desnecessária, maior a probabilidade desse usuário encontrar o que realmente procura, satisfazendo a sua necessidade.

• Ocupar de 50 a 80% da página com conteúdo (preferencialmente, 80%);
• Ocupar no máximo 20% da página com informações sobre a navegação;
• Evitar a utilização de frames.
• Não usar propaganda. Se for necessária, utilizar parte do espaço anteriormente destinado à navegação, e não do espaço destinado ao conteúdo;
• Evitar menus pull-down. Aqueles que abrem as opções quando o mouse é passado sobre o item;
• Evitar imagens ou textos animados;
• Não utilizar desenhos ou texturas no fundo de página. Quanto mais limpa e clara melhor;
• Utilizar um conjunto limitado de cores;
• Para realçar textos, usar cores ao invés de sublinhado ou elementos piscando;
• Contrastar letras com o fundo (melhor utilizar fundo claro, com texto escuro);
• Usar no máximo dois tipos de fontes e com tamanhos legíveis, mas não exagerados;
• Eliminar qualquer elemento que não seja relevante ao usuário e que possa causar confusão;
• É recomendável evitar conteúdos protegidos por senhas.

Por enquanto é isso. Em breve estará disponível a segunda parte dessas dicas.

Outro dia tem mais.

Esse artigo também foi publicado em:
http://www.marketingparainternet.com/marketing_para_internet_boas_praticas_website_parte_1.htm
http://www.outrolado.com.br/Artigos/boas_praticas_no_desenvolvimento_de_web_sites__parte_1
http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=12&canallocal=54&canalsub2=180&id=898

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Otimização para Sites de Busca

Também conhecido como SEO - Search Engine Optimization - é uma técnica que procura tornar websites "amigáveis" aos sites de busca, proporcionando uma maior chance de melhor posicionamento nas páginas de resultados.

Sites de busca são as principais ferramentas utilizadas por compradores para localizar produtos e fornecedores. Segundo uma pesquisa feita junto a compradores B2B, 91% das pesquisas no processo de compra se iniciam no ambiente on-line, sendo que o uso de sites de busca corresponde a 51% desse total. Ou seja, os compradores utilizam sites de busca e, portanto, estar bem posicionado em sites de busca é parte fundamental de uma estratégia de marketing.

Mas o que significa estar bem posicionado em sites de busca? É relativo. Depende do objetivo do website, público alvo, produto, etc. Mas de um modo geral, podemos assumir que estar bem posicionado é estar entre os 10 primeiros resultados orgânicos de uma página de resultado de uma busca. Para ser ter uma idéia, 74% dos cliques em páginas de resultados de sites de busca acontecem nos resultados orgânicos da primeira página, portanto, websites que não aparecem nos resultados de sites de busca estão fadados ao fracasso quanto ao número de acesso.

O primeiro passo para executar uma otimização é entender o que é um SEO.

SEO é um trabalho profissional pelo qual os códigos-fontes (programação) e o conteúdo de um website são otimizados. Essa otimização torna o website mais atraente para os spiders dos sites de busca e, portanto, torna maior a chance de um bom posicionamento.

Nos códigos-fontes, o trabalho de SEO compreende a inclusão e alteração das Tags de programação. Essas Tags indicam algumas partes do website, tais como títulos, cabeçalhos, palavras-chaves, entre outras. São representadas pelo símbolo < >. Ao ter acesso ao código-fonte de uma página, essas Tags são facilmente identificadas.

Quanto às alterações de conteúdo, essas acontecem principalmente na redação de textos do website e visa tornar esse conteúdo mais relevante ao tema da página. Por exemplo, se uma página trata de Tornos Mecânicos, o texto tem que ser bem redigido a ponto de ser relevante ao assunto Tornos Mecânicos.

É importante ressaltar que cada página de um website deve ser otimizada individualmente, ou seja, para cada página existem ações de SEO diferentes a serem tomadas. Um dos principais erros em um processo de SEO é a otimização da home page do website e a cópia dessa otimização para as outras páginas. Isso não funciona.

Quando otimizadas, as páginas se tornam mais relevantes com relação aos assuntos que tratam e essa relevância é o principal fator de posicionamento em sites de busca. Mas mesmo assim, isso não é garantia de que o website será bem posicionado. Nenhum trabalho de SEO pode garantir resultado, devido a dois fatores principais:

1) Ninguém conhece com certeza as regras de posicionamento dos sites de busca. Todas as informações que existem são baseadas em tentativas e erros, portanto, quando alguma regra dessas muda, leva um tempo até ser percebida e entendida pelos profissionais de SEO.
2) Os concorrentes também fazem o trabalho de SEO em seus websites e, portanto, podem obter uma posição melhor. Acaba se tornando uma briga de "gato-e-rato", aonde as posições são alteradas a todo o momento.

Mesmo sem uma garantia efetiva, o trabalho de SEO tem dado ótimos resultados. Não é possível estimar, mas na média, após 30/40 dias da primeira otimização já é possível identificar alguns resultados com relação ao posicionamento. Se o trabalho de SEO continuar dentro dos padrões de qualidade necessários, ou seja, se o profissional de SEO continuar analisando resultados de palavras-chaves e resultados de concorrentes e fizer as alterações necessárias, com certeza o posicionamento vai melhorar a cada dia.

E isso vale também para quem anuncia em links patrocinados. Por exemplo, no Google, o posicionamento do link patrocinado também depende da relevância da página que o anúncio aponta. Existe uma fórmula que define o posicionamento dos links patrocinados e essa fórmula utiliza o valor de CPC máximo e o Índice de Qualidade, no qual a relevância da página está inserida, ou seja, é preciso otimizar até mesmo para estar bem posicionado até mesmo em publicidade paga.

Resumindo, é extremamente importante levar em conta a otimização de sites nas estratégias de marketing para Internet, tanto para posicionamento orgânico como para posicionamento de links pagos. Se uma estratégia de marketing passa pelo website da empresa, sem otimizar, essa estratégia está fadada ao fracasso.

Outro dia tem mais.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Marketing para Internet

Estratégias de marketing para Internet, ou Webmarketing, voltadas ao mercado B2B, devem ser compostas por várias ações complementares, tanto no ambiente on-line como no ambiente off-line.

Estratégias de marketing sempre devem prever ações que procurem abranger todo o mercado potencial. Ações isoladas enganam, iludem, proporcionando um falso sentimento de dever cumprido quanto à divulgação e um real sentimento de falha quanto à estratégia que não está gerando os resultados esperados.

Na Internet, não é diferente. O conceito continua o mesmo aplicado em qualquer mídia, ou seja, é preciso atingir o mercado de maneira homogênea, atuando em várias frentes e, em cada uma delas, utilizando os recursos certos, para o público certo, no momento certo.

O principal em estratégia de marketing para Internet é sempre levar em conta as fases de um processo de compra no mercado B2B. Todo processo de compra B2B passa por quatro fases distintas, sendo Conhecimento de Produto, Pesquisa de Fornecedores, Cotação e Fechamento. Nas três primeiras fases, a participação da Internet na decisão pela compra é decisiva. No Fechamento, até pode ocorrer a participação da Internet, mas ainda não é muito comum no mercado B2B efetivar a compra pela Internet.

Para cada fase do processo de compra deve ser desenvolvida uma estratégia específica:

Conhecimento de Produto é a fase aonde o potencial comprador toma contato com o produto de um fornecedor. E esse contato na maioria das vezes é casual, ou seja, o comprador quase sempre conhece o produto antes de precisar comprá-lo. Por isso fornecedores devem "martelar" sempre o mercado, devem estar visíveis aonde os compradores buscam tomar conhecimento de novidades. Para isso, unir o mundo off-line ao mundo on-line é fundamental.

No mundo off-line, revistas técnicas são muito utilizadas para manter o mercado atualizado quanto a lançamentos de novos produtos, pois esse tipo de publicação é folheada e lida por potenciais compradores. Anúncios nessas mídias geram muito resultado, principalmente para o conhecimento da marca do fabricante. Marca é muito importante na decisão pela compra.

Em se tratando de ambiente on-line, ainda na fase de Conhecimento de Produto, as empresas podem e devem utilizar seu cadastro para envio de e-mail marketing[1], que nada mais é do que mensagens elaboradas, com assuntos de interesse, que são enviadas via e-mail para os potenciais compradores. Se essas mensagens respeitarem uma periodicidade e possuírem assuntos relevantes, seu valor na divulgação será enorme. Mas lembre-se sempre de seguir as boas maneiras nas ações de e-mail marketing[2], pois fazer SPAM pode destruir a imagem de uma empresa.

Na fase de Pesquisa de Fornecedores, a estratégia tende a se concentrar no mundo on-line. Uma característica dessa fase é o desejo do comprador se manter anônimo durante a maior parte do tempo. A Internet possibilita isso. Para conseguir informações, o comprador não precisa mais entrar em contato com o fornecedor. Basta procurar, pesquisar, estudar na Internet.

E quando se fala em pesquisa na Internet, se fala em sites de busca. Não adianta querer negar a participação de sites de busca no processo de compra, mais especificamente, na fase de Pesquisa de Fornecedores. E é preciso entender que estar em sites de busca não significa necessariamente comprar palavras-chaves e pagar para anunciar. É muito mais eficiente para o fornecedor fazer uma boa otimização de seu website para ser indexado pelos sites de busca (Search Engine Optimization[3]), do que investir pequenas fortunas em anúncios pagos. Pesquisas revelam que aproximadamente 75% dos cliques em páginas de resultados de sites de busca acontecem nos resultados orgânicos[4], ou seja, os resultados que não são pagos.

Além de sites de busca, é extremamente importante concentrar esforços e verba no desenvolvimento de um website que ofereça a informação que o comprador procura. Sites de busca normalmente são utilizados para encontrar endereços de websites de fornecedores.

Quando encontrados, os websites são as principais fontes de pesquisa durante o processo de compra. E falando de websites, aqui vai um alerta: Websites vendedores devem obrigatoriamente oferecer informações técnicas e devem ser amigáveis aos robôs dos sites de busca[5]. Não adianta nada desenvolver um website perfeito do ponto de vista técnico, mas que não seja encontrado nas três primeiras páginas de resultados dos sites de busca.

Ainda na fase de Pesquisa de Fornecedores, portais verticais[6] também são utilizados pois oferecem a possibilidade do comprador fazer comparações de produtos e fornecedores em um único lugar. Pesquisas revelam que, se na página de resultado de um site de busca aparecer um link para um portal vertical, 50% dos cliques serão para esse portal, portanto é importante estar presente nesse tipo de veículo.

Na fase de Cotação, a estratégia deve estar baseada no website, pois o comprador vai utilizar o website para refinar suas pesquisas e entrar em contato com o fornecedor. É extremamente comum a troca de e-mails durante o processo de Cotação, substituindo em grande parte o uso do telefone.

Antes de tudo, o site deve possuir links para envio de e-mails em posições estratégicas e facilmente identificadas pelo comprador. Nem todos os compradores são usuários experientes, por isso quanto mais didático for o website melhor. Outra característica relevante é evitar pedir uma grande quantidade de dados na hora do preenchimento do formulário de e-mail. Isso desestimula o preenchimento e muitas vezes é motivo de desistência por parte do comprador. Os dados necessários para um futuro contato podem ser apenas o nome, empresa, e-mail e telefone. Mais que isso é desnecessário.

Mas o principal ponto de atenção nessas trocas de e-mails é o tempo de resposta. Nunca se deve deixar um e-mail sem resposta por mais do que 24 horas, nem que a resposta seja apenas para posicionar que o e-mail foi lido e será respondido assim que possível. Relacionamento é tudo em um processo comercial. Com a Internet, esse relacionamento migrou para o e-mail, mas continua tendo extrema importância no fechamento de uma compra.

Quanto ao Fechamento, como disse anteriormente, para o mercado B2B ainda não se aplica em sua plenitude. Talvez, a médio ou longo prazo, estaremos culturalmente prontos para comprar efetivamente via Internet. Por enquanto, isso só se aplica ao mercado de varejo.


Em resumo, não adianta anunciar se seu website não atende as necessidades dos compradores. Não adianta ter um ótimo website se ele não é localizado pelos compradores. Não adianta ser localizado e não atender quem localizou. Enfim, é preciso entender que a participação da Internet no processo de compras é decisiva e por isso requer uma estratégia específica.

Outro dia tem mais.

[1] e-mail marketing: É a utilização do e-mail como ferramenta de marketing direto.
[2] Boas maneiras nas ações de e-mail marketing: A ABEND, Associação Brasileira de Marketing Direto publicou uma página com diretrizes de boas maneiras para ações de e-mail marketing. Veja em
http://www.portal.abemd.org.br/default.aspx?pagid=FKDEQJOJ
[3] Search Engine Optimization: Ou Otimização para Sites de Busca é um conjunto de ações de programação que devem ser aplicadas aos websites para aumentar a chance de melhora no posicionamento em resultados de sites de busca.
[4] resultados orgânicos: em uma página de resultado de sites de busca, é a lista apresentada por ter uma maior relevância às palavras pesquisadas.
[5] robôs dos sites de busca: Programas executados por alguns sites de busca que varrem a Internet classificando páginas de websites com relação à relevância das mesmas.
[6] portais verticais: Websites específicos para um determinado setor de atividade.


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Marketing para Internet - Conceitos e Estratégias
Outro Lado
O Gerente

terça-feira, 10 de julho de 2007

Usabilidade apenas não basta. Para manter usuários fiéis é preciso mais.

Existem outros conceitos além da usabilidade que devem ser levados em conta no desenvolvimento de um web site que visa atrair e manter seus usuários.

No último post desse blog, em 04 de julho, escrevi um artigo chamado Atrair não é tudo, aliás, muitas vezes é nada! no qual abordei a importância de não apenas atrair usuários para web sites, mas mantê-los fiéis.

Ainda nessa linha de atrair e manter, muito se tem falado sobre usabilidade, baseada no conceito e padrões da W3C. Para quem não sabe, W3C é um consórcio de empresas de tecnologia que sugere padrões e conceitos que buscam auxiliar no desenvolvimento de web sites que possam ser acessados e visualizados por qualquer tecnologia ou pessoa, independente de hardware ou software utilizado.

Mas eu creio que a amplitude da discussão deve ser maior. Neste artigo eu defendo que outros fatores além de acesso e visualização devem ser levadas em conta, e podem ser decisivos na fidelidade do usuário, ainda mais quando estamos tratando de web sites comerciais, aqueles que visam negócios.

Esses fatores são heurísticas, monitoramento, relacionamento e segurança.


Avaliação Heurística

Heurística pode ser definida como um conjunto de regras e métodos que levam a resolução de problemas, portanto, no contexto web site, essa abordagem trata da detecção e correção de erros de páginas.
É aplicada através de testes de navegação reais, monitorados, que garantem a correção de aproximadamente 80% dos problemas de navegação de um web site.


Monitoramento

Para web sites comerciais é muito importante medir e gerenciar as atividades dos usuários durante a utilização do web site.
O grande diferencial da internet com relação às outras mídias é a possibilidade de saber o que os usuários estão fazendo no web site.
Esse monitoramento permite um melhor conhecimento de seus usuários e, portanto, um desenvolvimento de correções e funções voltadas especificamente para as necessidades do público que utiliza o web site. Usuário satisfeito é usuário fiel.


Relacionamento

Essencial. Relacionamento com usuários deve ser parte fundamental na estratégia de um web site.
Usuários querem e precisam ter um canal aberto para críticas, sugestões, elogios e dúvidas. Interações “one-to-one” são muito bem-vindas pelos usuários.
Mas cuidado! É preciso avaliar se a quantidade de canais de comunicação é suficiente e se esses canais funcionam dentro de parâmetros aceitáveis de resposta. Pior que não abrir o canal, e esquecer o mesmo aberto e sem resposta ao usuário.


Segurança

Web sites que solicitam, exibem ou gravam dados de usuários devem desenvolver e aplicar uma política de segurança clara e rígida, totalmente em conformidade com normas de ética e boa conduta.
E essa política de segurança deve atender não só apenas o relacionamento com o usuário, mas também a forma como os dados são armazenados e utilizados pelo web site.
É muito importante o usuário se sentir seguro. Confiança converte e mantém usuários.


Conclusão

Todos esses conceitos aplicados em conjunto com as normas e padrões do W3C, garantem uma boa possibilidade de fidelidade do usuário para com o web site, o que é fundamental para negócios na internet.
Claro que não podemos esquecer o principal que é o que o web site oferece, o conteúdo. Um ótimo web site sem um ótimo conteúdo não tem função. Um ótimo conteúdo aliado a um ótimo web site é a combinação ideal de sucesso.
Não esqueçam da “Lei do Clique”. A coisa mais fácil na internet é mudar de web site, basta um clique.

Em um próximo artigo vou aprofundar mais a discussão no sentido de como desenvolver e aplicar cada um desses conceitos.

Outro dia tem mais.

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Marketing para Internet - Conceitos e Estratégias
O Gerente
Outro Lado

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Atrair não é tudo, aliás, muitas vezes é nada.

O que adianta atrair usuários para o site de sua empresa se sua empresa não possui um site que atenda as necessidades deles?

Atualmente, a grande preocupação da maioria das empresas está em como atrair usuários para os seus sites. Só se fala sobre posicionamento em sites de busca, links pagos, blogs empresariais, etc. Tudo voltado para fazer com que o usuário acesse o site.

Apesar de parecer o principal foco para gerar negócios, essa busca desenfreada pelo usuário pode ser prejudicial aos negócios e a imagem da empresa. Poucas empresas estão dando o devido valor para o que vai acontecer depois que o usuário chegou ao site. Poucas empresas estão cuidando da usabilidade de seus sites.

A regra é simples: Se o site não oferece de cara o que o usuário procura, ele simplesmente sai do site e nunca mais retorna. É mais ou menos como se você entrasse em um supermercado onde os produtos estivessem todos misturados e você não conseguisse encontrar nada. Você sairia desse supermercado, não retornaria mais, e pior, entraria na loja do concorrente.

Então, por que essa regra não se aplica para um usuário de website? Não podemos esquecer que o usuário de website é um cliente no mundo físico e precisa da mesma agilidade e facilidade para encontrar o que procura. Se não encontrar, vai sair e entrar no site do concorrente. É a Lei do Clique. A coisa mais fácil na internet é mudar de site, basta um clique.

As empresas devem desenvolver seus websites pensando em não só atrair, mas também manter o usuário, fazer com que ele encontre o produto, serviço ou a informação que procura e fazer com que ele retorne mais vezes. As empresas devem tratar seus sites como tratam seus produtos, com foco no negócio.

Para isso, existem técnicas de análise e desenvolvimento de websites que respeitam alguns conceitos como usabilidade, monitoramento, segurança, etc.

Esse é um assunto muito extenso e em uma outra oportunidade gostaria de entrar mais a fundo em alguns aspectos que devem ser levados em conta quando o assunto é atrair e manter usuários. Por enquanto, fica o recado:

Atrair não é tudo, aliás, muitas vezes é nada!

Outro dia tem mais.

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